CENTRAL DE JOGOS
Marrocos segurou o Brasil, venceu a Holanda — e o Canadá é o próximo

Marrocos segurou o Brasil, venceu a Holanda — e o Canadá é o próximo

Marrocos está nas oitavas de final, e mereceu cada passo. Fez sete pontos no Grupo C — os mesmos do Brasil, que segurou em um 1-1 — e depois eliminou a Holanda nos pênaltis da fase de 32. Não é uma...

· Leitura de 9 min
TL;DR: Marrocos está nas oitavas de final, e mereceu cada passo. Fez sete pontos no Grupo C — os mesmos do Brasil, que segurou em um 1-1 — e depois eliminou a Holanda nos pênaltis da fase de 32. Não é uma campanha de sorte: é um time bem afinado, com elenco profundo e calejado em torneios, fazendo com os adversários o que fez em 2022, quando se tornou a primeira nação africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo. O próximo é o anfitrião, o Canadá, no NRG Stadium em 4 de julho, com uma vaga nas quartas em jogo. Pelas evidências atuais, o Canadá tem todos os motivos para se preocupar.

A versão curta

Marrocos está nas oitavas de final, e mereceu cada passo. Fez sete pontos no Grupo C — os mesmos do Brasil, que segurou em um 1-1 — e depois eliminou a Holanda nos pênaltis da fase de 32. Não é uma campanha de sorte: é um time bem afinado, com elenco profundo e calejado em torneios, fazendo com os adversários o que fez em 2022, quando se tornou a primeira nação africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo. O próximo é o anfitrião, o Canadá, no NRG Stadium em 4 de julho, com uma vaga nas quartas em jogo. Pelas evidências atuais, o Canadá tem todos os motivos para se preocupar.


morocco giant killers run 01

Toda Copa do Mundo tem um time que deixa de ser surpresa e passa a ser um problema. Em 2026, esse time é Marrocos. Chegaram com uma reputação construída quatro anos atrás e passaram a fase de grupos e a fase de 32 provando que não foi por acaso. Seguraram o Brasil. Venceram a Holanda. Agora o anfitrião se põe entre eles e as quartas de final — e poucos apostariam contra com confiança.

A campanha que faz Marrocos acreditar

O caminho de Marrocos às oitavas se lê como uma declaração. Na fase de grupos, empataram 1-1 com o Brasil, venceram a Escócia por 1-0 e o Haiti por 4-2, terminando empatados em sete pontos com os pentacampeões e atrás apenas pelo saldo de gols. Depois, na fase de 32, eliminaram a Holanda: um 1-1 no tempo normal e na prorrogação, resolvido por 3-2 na disputa de pênaltis.

É um trabalho sério. Segurar o Brasil é difícil; eliminar uma Holanda que havia vencido seu grupo é mais difícil ainda. Marrocos fez as duas coisas em três semanas, e sem nunca parecer intimidado. Este é um time que agora espera ganhar esses jogos, não um que torce para isso.

Não é sorte: sete pontos e um Brasil contido

A tentação, com qualquer seleção africana em campanha, é enquadrá-la como romance: azarões valentes montados na sorte. Os números de Marrocos recusam essa história. Sete pontos em um grupo com o Brasil não é sorte; um 1-1 com o favorito não é um assalto. Sofreram apenas três gols no grupo, marcaram seis e ficaram a um desempate por saldo de gols de terminar em primeiro.

A vitória nos pênaltis sobre a Holanda vai convidar comparações com as disputas que levaram Marrocos longe em 2022, e com razão — mas a disputa foi o arremate, não o todo. Por longos trechos diante dos holandeses, Marrocos foi o lado mais sereno e mais bem organizado. O padrão desta campanha é o de um time que controla o ritmo dos jogos apertados e mantém a calma quando vão até o fim, como registrou a cobertura do dia.

Bounou, Hakimi e a espinha de um time de mata-mata

morocco giant killers run 02

A força de Marrocos é uma espinha que está junta há anos. No gol, Yassine Bounou é exatamente o goleiro sereno e testado em disputas sobre o qual se constrói uma campanha de mata-mata; seu histórico da marca dos onze metros é parte do porquê de Marrocos temer a prorrogação menos do que a maioria. À frente dele, Achraf Hakimi lhes dá um dos melhores laterais ofensivos do mundo, um jogador que transforma defesa em ataque em uma única condução.

Pelo meio, Sofyan Amrabat faz a cobertura sem brilho que permite aos outros jogarem, com Azzedine Ounahi e Hakim Ziyech dando a criatividade, e Youssef En-Nesyri oferecendo um ponto de referência de verdade lá na frente. É um grupo equilibrado e experiente: qualidade suficiente para machucar qualquer um, organização suficiente para frustrar todo mundo.

O anfitrião, a seguir: o teste do Canadá

A recompensa por vencer a Holanda é um duelo com o anfitrião. Marrocos enfrenta o Canadá no NRG Stadium, em Houston, no dia 4 de julho, com uma vaga nas quartas de final para o vencedor. É o tipo de confronto que vai parecer muito diferente de fora e de dentro: o Canadá carrega a energia de uma torcida em casa e de um país curtindo sua campanha mais profunda em Copas, enquanto Marrocos chega como o lado com o maior histórico de torneio e a espinha mais calejada.

O Canadá tem sido uma das histórias do torneio por conta própria, e umas oitavas em casa são uma ocasião de verdade. Mas Marrocos já mostrou que pode silenciar um ambiente hostil e vencer um adversário cotado em um mata-mata, e não vai se intimidar com o cenário. É um confronto que Marrocos vai acreditar que deve vencer.

Por que Marrocos não é um sorteio fácil para ninguém

O que torna Marrocos perigoso não é um jogador nem um resultado: é que tudo neles se ajusta ao futebol de mata-mata. Defendem como bloco, carregam uma ameaça real no contra-ataque por Hakimi e En-Nesyri, têm um goleiro feito para disputas e possuem a vantagem psicológica de um elenco que já esteve aqui e foi mais longe do que qualquer seleção africana.

Para os times que restam nesta metade do chaveamento, Marrocos é o adversário a evitar. Têm o histórico de um semifinalista, a forma de um time que segurou o Brasil e venceu a Holanda, e a calma de um time que espera ganhar os jogos apertados. Se o Canadá consegue detê-los em casa é a próxima pergunta, com o chaveamento ainda se abrindo e Marrocos com cara de quem pretende ficar por aqui mais um bom tempo, como reflete a cobertura mais ampla.

Perguntas frequentes

Até onde Marrocos avançou na Copa do Mundo 2026? Marrocos chegou às oitavas de final. Terminou em segundo no Grupo C com sete pontos e depois venceu a Holanda na fase de 32 nos pênaltis.

Marrocos realmente eliminou a Holanda? Sim. Marrocos empatou 1-1 com a Holanda no tempo normal e na prorrogação na fase de 32, e então venceu a disputa de pênaltis por 3-2 para chegar às oitavas.

Contra quem Marrocos joga a seguir? Marrocos enfrenta o anfitrião, o Canadá, nas oitavas de final no NRG Stadium, em Houston, em 4 de julho de 2026, com uma vaga nas quartas para o vencedor.

Como Marrocos se saiu diante do Brasil? Marrocos empatou 1-1 com o Brasil na fase de grupos e terminou empatado em sete pontos com eles, atrás apenas pelo saldo de gols.

Quem são os jogadores-chave de Marrocos? O goleiro Yassine Bounou, o lateral Achraf Hakimi, os meio-campistas Sofyan Amrabat, Azzedine Ounahi e Hakim Ziyech, e o atacante Youssef En-Nesyri formam a espinha do time.

Esta campanha se parece com a Copa do Mundo 2022 de Marrocos? Há ecos fortes. Em 2022, Marrocos se tornou a primeira nação africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo, em parte à base de disputas de pênaltis, e este time carrega a mesma organização e frieza no mata-mata.

Qual foi a campanha de Marrocos na fase de grupos? Marrocos empatou 1-1 com o Brasil, venceu a Escócia por 1-0 e o Haiti por 4-2, somando sete pontos e sofrendo apenas três gols.

Marrocos pode chegar às quartas de final? Serão fortes candidatos diante do Canadá. Dado o histórico e a forma, Marrocos tem chances reais de alcançar as quartas se passar pelo anfitrião.

Sobre o autor: Rafael Souza é repórter de futebol do Canarinho Report, veículo independente de jornalismo esportivo. Cobre Copas do Mundo e o futebol sul-americano com olhar tático e narrativo. Contato: rafael.souza@canarinhoreport.com.br · LinkedIn: /in/rafael-souza-canarinho · X: @RafaSouzaCR

Equipes relacionadas

Notícias relacionadas