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O capitão e o mestre: Mbappé persegue dois recordes, Deschamps se despede

O capitão e o mestre: Mbappé persegue dois recordes, Deschamps se despede

Em 14 de maio de 2026, Didier Deschamps revelou os 26 da França para a Copa de 2026. Pontos centrais: (1) Kylian Mbappé, capitão, disputa sua terceira Copa e persegue uma dobradinha histórica: o re...

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TL;DR: **Em 14 de maio de 2026, Didier Deschamps revelou os 26 da França para a Copa de 2026.** Pontos centrais: (1) **Kylian Mbappé, capitão, disputa sua terceira Copa** e persegue uma dobradinha histórica: o recorde de gols da seleção francesa (51, de Thierry Henry) e, com o tempo, o recorde absoluto de gols em Copas; (2) **Mbappé já tem 12 gols em Copas**, a quatro do recorde de Miroslav Klose (16); (3) **É o último torneio de Deschamps**, um dos três únicos homens a vencer a Copa como jogador (1998) e treinador (2018); (4) A França chega **primeira no ranking da FIFA**; (5) Um ataque recheado: Ousmane Dembélé (Bola de Ouro), Michael Olise, Désiré Doué, Rayan Cherki, Marcus Thuram; (6) Ausências notáveis: Randal Kolo Muani, Eduardo Camavinga e o lesionado Hugo Ekitike; (7) A França está no **Grupo I** com Senegal, a Noruega de Erling Haaland e o Iraque.

A versão curta

Em 14 de maio de 2026, Didier Deschamps revelou os 26 da França para a Copa de 2026. Pontos centrais: (1) Kylian Mbappé, capitão, disputa sua terceira Copa e persegue uma dobradinha histórica: o recorde de gols da seleção francesa (51, de Thierry Henry) e, com o tempo, o recorde absoluto de gols em Copas; (2) Mbappé já tem 12 gols em Copas, a quatro do recorde de Miroslav Klose (16); (3) É o último torneio de Deschamps, um dos três únicos homens a vencer a Copa como jogador (1998) e treinador (2018); (4) A França chega primeira no ranking da FIFA; (5) Um ataque recheado: Ousmane Dembélé (Bola de Ouro), Michael Olise, Désiré Doué, Rayan Cherki, Marcus Thuram; (6) Ausências notáveis: Randal Kolo Muani, Eduardo Camavinga e o lesionado Hugo Ekitike; (7) A França está no Grupo I com Senegal, a Noruega de Erling Haaland e o Iraque.


Um capitão na sua terceira Copa

Vale a pena parar no caminho percorrido. Em 2018, Mbappé era um garoto de 19 anos que brilhou na Rússia, marcou na final e se tornou o francês mais jovem a erguer a Copa. Em 2022, foi o artilheiro do torneio, com um hat-trick na final — uma final perdida nos pênaltis que segue sendo uma das maiores da história. Em 2026, chega como capitão, aos 27, no auge da sua arte.

A braçadeira mudou a sua estatura sem mudar a sua missão: marcar. Mbappé entra nesta Copa com dois recordes ao alcance. O primeiro é nacional: com uma regularidade rara, aproxima-se do recorde de gols da seleção francesa, por muito tempo de Thierry Henry (51). O segundo é planetário.

O recorde de Klose na mira

Mbappé já tem 12 gols em Copas. O recorde absoluto, do alemão Miroslav Klose, é de 16. Quatro gols em um torneio não é formalidade, mas para um jogador que marcou oito nas suas duas últimas Copas, também não está fora de alcance.

Se conseguir, Mbappé se tornaria o maior artilheiro da história da Copa com apenas 27 anos — com, potencialmente, um quarto torneio ainda pela frente em 2030. É o tipo de perspectiva que redefine uma carreira: não mais “um dos melhores da sua geração”, mas “o maior artilheiro que a Copa já conheceu”.

A ressalva é que os recordes individuais na Copa dependem da campanha coletiva. Para marcar quatro, a França precisa ir longe. Mbappé sabe disso: o seu recorde passa pelo título da equipe.

O último torneio de Deschamps

Do outro lado desta história há um homem que parte.

Este será o último torneio de Didier Deschamps, um dos três únicos homens a erguer a Copa tanto como jogador — em 1998 — quanto como treinador — em 2018. Capitão dos campeões do mundo em casa, depois técnico da equipe que triunfou na Rússia, Deschamps encarna sozinho duas das três estrelas da França. Ele parte após mais de treze anos à frente da equipe, um reinado de uma longevidade quase única no futebol moderno.

Há uma simetria em tudo isso. Deschamps deu a Mbappé a estreia pela França, fez dele campeão do mundo aos 19, fez dele o seu capitão. Se Mbappé erguer o troféu em 19 de julho, será o último ato do treinador — e a coroação do aluno. Se a França fracassar, Deschamps partirá com uma decepção, e a busca de recordes de Mbappé esperará por 2030.

Um ataque recheado

O luxo desta França é a abundância ofensiva.

Em torno de Mbappé, Deschamps reuniu um excesso de riquezas: Ousmane Dembélé, atual Bola de Ouro, Michael Olise, Désiré Doué, Rayan Cherki e Marcus Thuram disputam as vagas no ataque. Doué e Cherki estão entre os jovens talentos surgidos da prata olímpica de Paris 2024. É uma profundidade que qualquer seleção invejaria — a ponto de jogadores de qualidade ficarem em casa.

Porque o reverso da abundância é a exclusão. Randal Kolo Muani, em apuros emprestado ao Tottenham, não encontrou lugar, nem o lesionado Hugo Ekitike. Deschamps também deixou de fora Eduardo Camavinga, enquanto seu companheiro de Madrid Aurélien Tchouaméni figura em um meio-campo de cinco. “É um grupo. Não necessariamente os 26 melhores jogadores”, justificou o treinador — uma frase que diz tudo sobre o equilíbrio que buscou.

Número um do mundo, Grupo I

A França encara este torneio com um rótulo particular: chega como a seleção mais bem classificada do mundo. É ao mesmo tempo uma vantagem e, como a história lembra, um presságio ambíguo — nenhum número um do mundo jamais venceu a Copa desde a criação do ranking.

O sorteio não foi gentil. A França está no Grupo I com Senegal, gigante africano, a Noruega de Erling Haaland, e o Iraque, de volta ao grande palco após quarenta anos. O duelo contra a Noruega — Mbappé contra Haaland, dois dos maiores artilheiros do planeta — será um dos cartazes de destaque da fase de grupos.

O aluno e o mestre

Esta Copa, para a França, conta uma única história em dois personagens.

Deschamps, o mestre, se despede depois de ter ganho tudo. Mbappé, o aluno tornado capitão, persegue os recordes que o fariam uma lenda além da sua época. Entre eles há treze anos de passagem de bastão, duas gerações dos Bleus e um troféu para erguer.

Em 19 de julho, em East Rutherford, um poderia dar ao outro a mais bela das saídas — e conquistar, de passagem, a própria história. Restam os sete jogos que os separam dela.

FAQ

Kylian Mbappé está na lista da França para a Copa de 2026? Sim. Mbappé é o capitão dos Bleus e disputa sua terceira Copa. Didier Deschamps revelou sua lista de 26 em 14 de maio de 2026.

Quais recordes Mbappé pode quebrar na Copa de 2026? Dois. O recorde de gols da seleção francesa (51, de Thierry Henry), do qual se aproxima, e com o tempo o recorde absoluto de gols em Copas. Ele já tem 12 gols em Copas, a quatro do recorde de Klose (16).

Quantos gols Mbappé marcou em Copas? Doze, nos seus dois primeiros torneios (2018 e 2022). Foi o artilheiro do torneio em 2022, com um hat-trick na final.

Por que 2026 é o último torneio de Deschamps? Deschamps deixa a seleção após a Copa de 2026, encerrando um reinado de mais de treze anos. É um dos três únicos homens a vencer a Copa como jogador (1998) e treinador (2018).

Quais jogadores ficaram de fora da lista francesa? Randal Kolo Muani, Eduardo Camavinga e o lesionado Hugo Ekitike estão entre as ausências notáveis, sinal da abundância ofensiva e de meio-campo de Deschamps.

Em que grupo está a França na Copa de 2026? No Grupo I, com Senegal, a Noruega de Erling Haaland e o Iraque, de volta à Copa após quarenta anos.

A França é favorita? A França chega primeira no ranking da FIFA e como campeã de 2018, vice de 2022 — entre as grandes favoritas. Mas nenhum número um do mundo jamais venceu a Copa desde a criação do ranking.

Quem são os atacantes da França ao lado de Mbappé? Ousmane Dembélé (atual Bola de Ouro), Michael Olise, Désiré Doué, Rayan Cherki e Marcus Thuram fazem parte de um ataque particularmente rico.




Sobre o autor: Pierre Lefèvre é cronista de futebol no Canarinho Report. Lefèvre cobre o futebol internacional desde 2015, com gosto por perfis e narrativas longas. Contato: pierre.lefevre@lebut.fr · Twitter: @PierreLefevreLB · Perfil: lebut.fr/chroniqueurs/pierre-lefevre

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