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O Brasil leva 24 anos sem Copa. Tem 10 dias até a próxima.

O Brasil leva 24 anos sem Copa. Tem 10 dias até a próxima.

Carlo Ancelotti — primeiro estrangeiro a comandar a Seleção numa Copa — anunciou os 26 convocados em 18 de maio, com a volta controversa de Neymar após 32 meses fora e Vinícius Júnior como centro d...

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TL;DR: **Carlo Ancelotti — primeiro estrangeiro a comandar a Seleção numa Copa — anunciou os 26 convocados em 18 de maio, com a volta controversa de Neymar após 32 meses fora e Vinícius Júnior como centro de gravidade do time. O Brasil estreia no Grupo C contra Marrocos no MetLife Stadium em 13 de junho. Em 1º de junho, Neymar se recupera de um edema de 2 mm na panturrilha e [está praticamente fora](https://www.aljazeera.com/sports/2026/5/28/neymar-out-of-brazil-world-cup-opener-due-to-calf-injury) do jogo de abertura. Marquinhos (PSG) é o capitão; Vinícius (Real Madrid) é o ponto de referência; Casemiro (Manchester United), Raphinha (Barcelona) e Bruno Guimarães (Newcastle) sustentam a espinha. Cortes que pesam: Rodrygo (Real Madrid), Richarlison (Tottenham), Gabriel Jesus (Arsenal), Savinho (Manchester City), Thiago Silva (Fluminense, 113 jogos). Primeiras convocações: Endrick (Lyon, emprestado pelo Real Madrid, 19 anos), Igor Thiago (Brentford), Rayan (Bournemouth, 19). O Brasil não vence uma Copa desde 2002. São 24 anos. O torneio começa em 10 dias.**

A versão curta

Carlo Ancelotti — primeiro estrangeiro a comandar a Seleção numa Copa — anunciou os 26 convocados em 18 de maio, com a volta controversa de Neymar após 32 meses fora e Vinícius Júnior como centro de gravidade do time. O Brasil estreia no Grupo C contra Marrocos no MetLife Stadium em 13 de junho. Em 1º de junho, Neymar se recupera de um edema de 2 mm na panturrilha e está praticamente fora do jogo de abertura. Marquinhos (PSG) é o capitão; Vinícius (Real Madrid) é o ponto de referência; Casemiro (Manchester United), Raphinha (Barcelona) e Bruno Guimarães (Newcastle) sustentam a espinha. Cortes que pesam: Rodrygo (Real Madrid), Richarlison (Tottenham), Gabriel Jesus (Arsenal), Savinho (Manchester City), Thiago Silva (Fluminense, 113 jogos). Primeiras convocações: Endrick (Lyon, emprestado pelo Real Madrid, 19 anos), Igor Thiago (Brentford), Rayan (Bournemouth, 19). O Brasil não vence uma Copa desde 2002. São 24 anos. O torneio começa em 10 dias.


Os números do título são a história

O último título mundial do Brasil foi a final de 2002 em Yokohama, quando Ronaldo marcou duas vezes para vencer a Alemanha por 2-0 e um jovem Cafu ergueu a taça. O país jogou todas as Copas desde então — cinco no total — e caiu nas quartas em quatro (2006, 2010, 2018, 2022) e na semifinal em uma, a catástrofe do 7-1 contra a Alemanha em casa em 2014. Vinte e quatro anos de espera são a maior seca de títulos da história do futebol brasileiro. O intervalo mais longo entre títulos antes disso, de 1962 a 1970, foram oito anos.

Esse intervalo é o contexto de tudo o que o elenco de Ancelotti sinaliza. A continuidade foi rejeitada — o elenco de Tite da Copa do Qatar 2022 foi profundamente podado, com Thiago Silva (Fluminense, 40 anos, 113 jogos) finalmente cortado depois de três Copas. O risco foi abraçado — Neymar aos 34, sem minutos pela Seleção desde outubro de 2023, está de volta nos 26, e Endrick (19, emprestado ao Lyon pelo Real Madrid) recebe sua primeira convocação para uma Copa apesar de poucos minutos na Ligue 1. A faixa de capitão fica com Marquinhos (PSG) em vez de passar para uma referência de 2026-e-depois. O elenco se lê como uma frase que Ancelotti compôs com cuidado: ele quer esta Copa especificamente e está disposto a apostar nos jogadores que podem dá-la a ele.

Os 10 dias são o resto da conta. A estreia do Brasil é 13 de junho no MetLife Stadium contra Marrocos — campeões continentais da África, semifinalistas no Qatar 2022 e um adversário estruturalmente familiar para um time brasileiro porque jogam num estilo de pressão à brasileira. O primeiro jogo é um referendo sobre se a aposta de Ancelotti tem forma.

O que Ancelotti significa

Carlo Ancelotti tem 65 anos. Venceu a Serie A italiana com o Milan, a Premier League com o Chelsea, a Bundesliga com o Bayern, a Ligue 1 com o PSG e a La Liga com o Real Madrid — o único técnico da história a vencer as cinco principais ligas da Europa. Conquistou a Champions League quatro vezes, mais do que qualquer outro técnico. Seu currículo de clubes é, em termos diretos, o mais comprido do futebol moderno.

Ele nunca dirigiu numa Copa. O cargo no Brasil — aceito em maio de 2025 — é o primeiro dele em seleções. É o primeiro estrangeiro a levar o Brasil para um jogo de Copa do Mundo. O caso anterior mais próximo foi 1965, quando Filpo Núñez (uruguaio) dirigiu um amistoso contra os EUA depois de Vicente Feola se afastar brevemente; nenhum uruguaio ou qualquer outro estrangeiro jamais levou o Brasil a um torneio.

A missão dele é a sexta estrela. A camisa do Brasil tem cinco — 1958, 1962, 1970, 1994, 2002. O contrato de Ancelotti, segundo cobertura da CBF, vai até esta Copa com extensões atreladas a desempenho. A conexão italiana significa que alguns jogadores — Vinícius, Rodrygo (cortado), Militão (dentro) — já conhecem seus métodos do Real Madrid. A conversão de familiaridade de clube em resultado de seleção nunca foi um desafio de Ancelotti porque ele nunca esteve em seleções. Agora é.

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Neymar, em concreto

A situação de Neymar tem três camadas que o observador casual costuma colapsar numa só. Primeira camada: ele tem 34 anos e não joga uma partida competitiva pela Seleção desde 17 de outubro de 2023, quando rompeu LCA e menisco no joelho esquerdo numa eliminatória contra o Uruguai. A recuperação dessa lesão, sua passagem pelo Al-Hilal na Arábia Saudita e o retorno ao Santos no início de 2025 produziram vislumbres de sua forma antiga (seis gols em 19 jogos do Brasileirão) mas também recaídas físicas recorrentes. Ele ficou fora da primeira convocação de Ancelotti para os amistosos de março de 2026. Ficou de fora das duas últimas eliminatórias da Copa em março de 2026 com uma lesão menor na perna.

Segunda camada: ele está nos 26. Ancelotti disse no anúncio de 18 de maio: “Avaliamos o Neymar durante o ano e notamos que recentemente ele vem jogando com consistência e melhorou sua condição física. Ele tem o mesmo papel e responsabilidades de todo mundo, mas é um jogador experiente. É verdade que em algumas posições priorizamos experiência.” A escolha é, no enquadramento do Al Jazeera, uma decisão mais emocional que tática.

Terceira camada, a atual: um edema de 2 mm na panturrilha pego no Santos no fim de maio. Ele perdeu o amistoso contra o Panamá no Maracanã em 28 de maio e a partida seguinte contra o Egito em Cleveland. Ancelotti disse da base do time em Teresópolis em 31 de maio: “Neymar vai estar com a gente. Achamos que ele pode se recuperar para o primeiro jogo contra o Marrocos — e se não, para o segundo contra o Haiti.” O enquadramento implicitamente entrega a estreia. O Brasil joga contra o Haiti em 19 de junho no Lincoln Financial Field em Filadélfia.

A decisão que Ancelotti tomou é de alta variância. Se Neymar tem um papel relevante e o Brasil ganha o torneio, a convocação vira reivindicação de um técnico que confiou num talento defeituoso. Se Neymar não joga e o Brasil ganha mesmo assim, a convocação se esquece; o troféu fala. Se o Brasil cai cedo e a vaga de Neymar podia ter sido de um atacante são — Rodrygo ou Savinho — a decisão vai definir a primeira grande passagem de Ancelotti por seleções e a conversa em torno da carreira de Neymar.

Vinícius é o time

A razão de a situação de Neymar ser dramática sem ser catastrófica é que o centro de gravidade do time já não é dele. Vinícius Júnior (Real Madrid, 25) terminou em segundo no Ballon d’Or 2024 e tem sido o atacante brasileiro mais consistente em três temporadas. Sua relação com Ancelotti do Real Madrid — três La Ligas, uma Champions juntos — faz dele a coisa mais próxima de um técnico em campo que este time tem.

Em torno de Vinícius, a espinha é europeia de elite: Marquinhos (PSG, capitão), Militão (Real Madrid) e Beraldo (PSG) na zaga central, Casemiro (Manchester United, 33) e Bruno Guimarães (Newcastle) no meio, Raphinha (Barcelona) e Matheus Cunha (Manchester United) pelos flancos. A profundidade inclui Endrick — o garoto do Real Madrid emprestado por uma temporada ao Lyon, onde teve poucos minutos mas que Ancelotti acompanha desde a contratação em Madri — e Igor Thiago (Brentford) e o jovem de 19 anos Rayan (Bournemouth), as inclusões surpresa.

Os cortes contam a história de que tipo de elenco Ancelotti quer:

  • Rodrygo (Real Madrid): o ponta do Real Madrid que Ancelotti dirigiu por quatro temporadas. Sua ausência é a decisão isolada mais surpreendente. Ancelotti deu indícios de preocupação com a forma; a imprensa brasileira aposta em preferência tática.
  • Richarlison (Tottenham): artilheiro brasileiro empatado em Qatar 2022. Fora por questão física.
  • Gabriel Jesus (Arsenal): a recuperação do LCA impediu chegar com ritmo de jogo.
  • Savinho (Manchester City): estourou em 2024-25 mas não estourou no Brasil.
  • Thiago Silva (Fluminense, 40, 113 jogos): fora pela primeira vez desde 2010.
  • João Pedro (Brighton): citado na análise do FourFourTwo como questão física.

A conta do Grupo C

O Brasil joga contra o Marrocos em 13 de junho no MetLife Stadium, depois contra o Haiti em 19 de junho no Lincoln Financial Field em Filadélfia, depois contra a Escócia em 24 de junho no Hard Rock Stadium em Miami. A distância geográfica — metrópole do Nordeste para Costa Média do Atlântico para Sul da Flórida — espelha o arco provável do time: incerteza inicial, ritmo no meio, pressão no fechamento.

Fase de grupos do Brasil na Copa 2026. Fontes: calendário oficial FIFA, Sky Sports, Al Jazeera.
DataJogoCidade / Estádio
13 de junhoBrasil vs MarrocosEast Rutherford, NJ / [MetLife Stadium](https://www.metlifestadium.com/)
19 de junhoBrasil vs HaitiFiladélfia / [Lincoln Financial Field](https://www.lincolnfinancialfield.com/)
24 de junhoBrasil vs EscóciaMiami Gardens, FL / [Hard Rock Stadium](https://www.hardrockstadium.com/)

O Grupo C é moderadamente difícil. Marrocos é a única ameaça realista para os dois primeiros; chegaram à semifinal no Qatar 2022, jogam pressão estilo brasileiro e têm continuidade no projeto de Walid Regragui. O Haiti volta à Copa pela primeira vez desde 1974 e é o time pior ranqueado do grupo. A Escócia se classificou depois de 13 anos de ausência; o Tartan Army vai prover a maior torcida neutra em Miami.

A página oficial do Grupo C na FIFA é a fonte de referência para horários de jogo conforme são confirmados.

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Os 26 completos

Elenco de 26 do Brasil para a Copa 2026. Fonte: anúncio de Carlo Ancelotti em 18 de maio, via Yahoo Sports, FourFourTwo, Sky Sports.
PosiçãoJogadores (clubes)
Goleiros (3)Alisson (Liverpool) · Ederson (Manchester City) · Bento (Al-Nassr)
Zagueiros (8)Marquinhos (PSG) capitão · Militão (Real Madrid) · Beraldo (PSG) · Gabriel Magalhães (Arsenal) · Wesley (Roma) · Vanderson (Monaco) · Carlos Augusto (Inter) · Alex Sandro (Flamengo)
Meio-campistas (8)Casemiro (Manchester United) · Bruno Guimarães (Newcastle) · André (Wolves) · Joelinton (Newcastle) · Lucas Paquetá (West Ham) · Andreas Pereira (Fulham) · Gerson (Flamengo) · Éderson (Atalanta)
Atacantes (7)Vinícius Júnior (Real Madrid) · Neymar (Santos) · Raphinha (Barcelona) · Matheus Cunha (Manchester United) · Endrick (Lyon, emprestado pelo Real Madrid) · Igor Thiago (Brentford) · Rayan (Bournemouth)

Este é um dos elencos mais concentrados na Europa que o Brasil já levou a uma Copa. Vinte e dois dos 26 jogam nas cinco grandes ligas europeias (Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A, Ligue 1); apenas Alex Sandro, Gerson (ambos Flamengo), Neymar (Santos) e Bento (Al-Nassr, Liga Saudita) jogam fora da elite europeia. O elenco do Qatar 2022 tinha 19 europeus; o da Rússia 2018 tinha 22. A tendência se reverteu marginalmente para mais exposição europeia.

A distribuição de idade é equilibrada: 5 jogadores entre 19 e 22, 8 entre 23 e 26, 9 entre 27 e 30, 4 com 31+. A mediana de idade do elenco (26) é menor que a do México (27) e da Argentina (28), mas maior que a da França (24).

O que o Brasil precisa fazer

O avanço na fase de grupos é esperado. A pergunta que a aposta de Ancelotti efetivamente endereça é o que acontece nas eliminatórias onde o Brasil historicamente trava. O padrão: cair nas quartas para um adversário estruturalmente bem organizado que absorve pressão e contra-ataca (França 2006, Holanda 2010, Bélgica 2018, Croácia 2022). O 7-1 das semifinais de 2014 contra a Alemanha foi atípico em forma mas conforme ao padrão na shape: o Brasil pressionou, perdeu shape, concedeu transições.

A assinatura tática de Ancelotti no Real Madrid era oposta: solidez defensiva em duas linhas de quatro, contra-ataques rápidos com Vinícius e Bellingham em transição, posse de bola controlada no meio via Modrić e Kroos. Bellingham, Kroos e Modrić não estão disponíveis; Vinícius está. A questão de tradução é se Bruno Guimarães e Joelinton podem replicar o controle de meio que Madrid tinha em Kroos-Modrić, e se Casemiro aos 33 ainda consegue segurar a linha como na sua última temporada em Madri.

A questão Neymar volta aqui. Se ele joga 30 minutos vindo do banco num mata-mata e cria um gol, ele é a diferença. Se ele não joga e Vinícius precisa de um segundo criador, a questão é se Raphinha no auge ou Endrick no mais explosivo podem ser esse criador. A profundidade do banco é real mas não comprovada nesse nível.

O calendário é favorável. O caminho de mata-mata potencial do Brasil, se ficar em primeiro do Grupo C, passa por um terceiro do Grupo D nas oitavas (Round of 32 — provavelmente Turquia ou Paraguai), depois adversários progressivos até as quartas. O primeiro adversário de eliminatória de elite é mais provavelmente uma semifinal, momento em que Neymar pode ou não estar pronto e o gerenciamento de carga de Vinícius vira a preocupação tática central.

Perguntas frequentes

Quando o Brasil joga o primeiro jogo da Copa 2026? 13 de junho de 2026, contra o Marrocos no MetLife Stadium em East Rutherford, Nova Jersey. O horário de início é definido pelo centro de partidas oficial da FIFA.

Neymar vai jogar no jogo de abertura contra o Marrocos? Quase certamente não. Ele se recupera de um edema de 2 mm na panturrilha pego no Santos no fim de maio de 2026. Ancelotti disse em 31 de maio que o Brasil espera que ele esteja disponível “para o primeiro jogo contra o Marrocos, e se não, para o segundo contra o Haiti” — linguagem amplamente interpretada como entregar a estreia. O Brasil joga contra o Haiti em 19 de junho no Lincoln Financial Field em Filadélfia.

Quem é Carlo Ancelotti, o técnico do Brasil? Um técnico italiano de 65 anos, o primeiro estrangeiro a levar o Brasil para uma Copa. Venceu a Serie A (Milan), Premier League (Chelsea), Bundesliga (Bayern), Ligue 1 (PSG) e La Liga (Real Madrid) — o único técnico a vencer as cinco principais ligas da Europa. Conquistou a Champions League quatro vezes. Aceitou o cargo na Seleção em maio de 2025; a Copa 2026 é a primeira passagem dele por seleções como técnico principal.

Por que Rodrygo não foi convocado pelo Brasil para a Copa? O ponta do Real Madrid foi o corte mais polêmico de Ancelotti. Ancelotti — que dirigiu Rodrygo por quatro temporadas em Madri — citou questões de forma no anúncio do elenco em 18 de maio. A imprensa brasileira especula preferências táticas (Vinícius, Raphinha, Cunha e Endrick ocupam perfis ofensivos parecidos).

Quem é o capitão do Brasil na Copa 2026? Marquinhos do Paris Saint-Germain. É capitão do Brasil desde a Copa América 2024 e tem 156 jogos pela Seleção. Casemiro e Vinícius são os vice-capitães mais frequentes.

Em que grupo o Brasil está na Copa 2026? Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. O Brasil foi colocado no pote 1 como cabeça de chave. Os dois primeiros do Grupo C e os quatro melhores terceiros avançam para a fase de eliminação direta (Round of 32).

O Brasil já ganhou a Copa do Mundo? Sim, cinco vezes — 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (EUA), 2002 (Coreia do Sul/Japão) — mais que qualquer outra nação. O título de 2002 está agora a 24 anos de distância. A camisa atual tem cinco estrelas; a missão de Ancelotti é a sexta.

Por que Thiago Silva não está no elenco do Brasil depois de 113 jogos? Aos 40 anos, o zagueiro do Fluminense fica fora pela primeira vez desde 2010. A lista de zagueiros preparada por Ancelotti (Marquinhos, Militão, Gabriel, Beraldo) faz dele a peça de profundidade que Ancelotti decidiu não precisar. Seu corte encerra uma das carreiras internacionais mais longas da história do futebol brasileiro.

Quem é Endrick? Um atacante de 19 anos pertencente ao Real Madrid, emprestado por uma temporada ao Lyon. A próxima geração prometida do Brasil — fez seu primeiro gol pela Seleção aos 17 — Endrick é o jogador mais jovem dos 26 e o sinal de Ancelotti de que o futuro começa nesta Copa, não na próxima.

Quantos dos 26 do Brasil jogam na Europa? Vinte e dois dos 26. Vinte jogam nas cinco grandes ligas europeias. Dois — Bento (Al-Nassr, Liga Saudita) e Neymar (Santos, Brasileirão Série A) — jogam fora do top-cinco. Alex Sandro e Gerson no Flamengo completam os quatro de fora do top-cinco.

Quanto tempo o Brasil já está sem um título de Copa do Mundo? Vinte e quatro anos. O título de 2002 em Yokohama (os dois gols de Ronaldo contra a Alemanha) é o maior intervalo entre títulos da história do país, excedendo a espera de oito anos entre 1962 e 1970. O Brasil caiu nas quartas ou antes em todas as Copas desde 2002.


As fontes oficiais (FIFA, CBF, Al Jazeera, Sky Sports, ESPN, FourFourTwo, Yahoo Sports, Fox Sports) estão vinculadas em linha nas seções correspondentes acima.



Sobre o autor: Rafael Souza é repórter de futebol no Canarinho Report, especializado na Seleção Brasileira e na cobertura tática e emocional do esporte. Cobre a Seleção desde a Copa 2014 em casa. Contato: rafael.souza@canarinhoreport.com.br · LinkedIn: /in/rafaelsouza-canarinho · X: @RafaCanarinho

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